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sábado, 29 de outubro de 2011

Atualização da Carteira de Investimento

Ainda estou devendo a atualização da carteira de investimentos alocada em janeiro, inclusive dividendos e valor de mercado dos ativos. Vamos combinar de efetuar essa atualização no fim do ano, quando também faremos uma nova alocação.

Uma análise superficial, podemos tecer algumas considerações sobre a carteira:

  • Alguns ativos tiveram uma queda acentuada
ETER – -20%, motivada pelo desaquecimento do mercado imobiliário.
FRIO3 - -30%, motivada pelos balanços trimestrais que vieram ruins.
FMOF11 - -10% que é uma aposta de longo prazo, portanto a vacância do prédio justifica o preço baixo apesar da possibilidade de locação que poderá levar o ativo para cerca de 150 reais.
NSLU11B - -20%, motivada pela solicitação do locatário de reduzir em 22% os rendimentos de aluguéis. Aqui é importante frisar que a solicitação do locatário não tem uma justificativa razoável, caracterizando uma quebra de contrato o que é muito grave para o mercado de fundos imobiliários. Inclusive ocorreu uma modificação nas garantias contratuais sem a prévia consulta da administradora.

  • Alguns ativos tiveram um excelente rendimento
CIEL3 – 40%, motivada por uma queda anterior acentuada que não se justificou nos números da empresa.
KNRI11 – 30%, motivada pelos ativos do fundo serem de excelente qualidade.

Estes valores não levaram em consideração os dividendos, mas o mais importante é verificar que apesar da queda acentuada de alguns ativos a carteira obtém um rendimento de aproximadamente 3% devido a diversificação combinada com valores de aplicação menores para ativos mais arriscados, que protegeu a carteira. O erro da carteira foi não diminuir os recursos alocados em NSLU11B, que tinha um grande risco devido a ter um único locatário.

Um grande abraço a todos e até o próximo post.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Princípios Básicos de Investimento

Hoje vamos falar um pouco sobre alguns cuidados básicos que o investidor deve ter ao entrar no mercado de ações.

Ponto 1: Conhecer o seu perfil
É fundamental que o investidor realize seus investimentos de acordo com o seu perfil para evitar prejuízos futuros. Se os objetivos forem para efetuar um complemento da aposentadoria, este investidor deverá direcionar seus recursos para ações de menor volatilidade (atuam em mercados maduros) e que pagam bons dividendos. No caso do investidor ter como objetivo auferir grandes lucros deverá optar por empresas que iniciam sua atividade operacional em um mercado promissor. Mas, este investidor agressivo deverá ter consciência que existem grandes riscos e ele poderá auferir grandes prejuízos se a empresa não obtiver sucesso no novo negócio.

Ponto 2: As notícias
As notícias estampadas nos jornais operam com um atraso em relação à resposta do mercado. Explicando: o mercado provavelmente já precificou aquelas notícias estampadas nos jornais. O mercado financeiro funciona antecipando as condições econômicas e financeiras de uma empresa e das variáveis macroeconômicas do país.

Alguns temas dominam a volatilidade dos mercados e afetam mais o desempenho do mercado acionário: Balança de pagamentos, desempenho da economia, inflação, taxa de juros.
A Balança de pagamentos reflete o desempenho das contas do governo na sua interação com o mundo e divide-se em transações correntes (como nosso país interage comercial e financeiramente com o mundo) e conta capital (como nosso país financia sua interação com o mundo).
As transações correntes dividem-se em balança comercial (importações e exportações), balança de serviços (juros, dividendos, viagens internacionais, fretes, royalties) e transferências unilaterais (remessa de recursos para o exterior para familiares no exterior).
A conta capital divide-se em empréstimos e financiamentos e investimentos diretos.
Notícias sobre o superávit das transações correntes, aumento nos investimentos diretos, queda do custo da dívida, diminuição do déficit fiscal são sempre acompanhadas de otimismo do mercado de ações. Elas refletem um equilíbrio nas contas do governo.
O equilíbrio das contas internas tem reflexo imediato na balança de pagamentos. O resultado das contas internas pode-se resumir no seguinte:
Resultados de impostos, taxas e contribuições – despesas com pessoal – transferências e subsídios – investimentos = resultado primário (superávit primário ou déficit primário).
Resultado primário – despesas financeiras com a rolagem da dívida = resultado fiscal.

O principal problema brasileiro é o déficit fiscal, que pode ser financiado com a emissão de moeda, aumento de impostos ou empréstimos à sociedade através dos títulos públicos. O mercado não vê com bons olhos essas modalidades de financiamento, já a utilização de superávit primário com a diminuição dos custos da máquina pública é exigência do mercado.
Portanto, o equilíbrio da balança de pagamentos e das contas internas através do superávit primário é fundamental para um bom desempenho do mercado de ações.

No Brasil, o processo inflacionário é causado pelo aumento dos custos de produção e pela inflação inercial que é causada pela grande indexação da economia brasileira. Outro fator que também produz inflação é a emissão de moedas sem uma contrapartida de geração de produção.
O processo inflacionário produz altas taxas de juros que interferem no humor do mercado. Os investidores preferem colocar dinheiro em títulos públicos com as elevadas taxas de juros do que arriscar em investimentos na produção correndo o risco de margens apertadas.
A elevação de juros é devido a um processo inflacionário ou a percepção do mercado de um maior risco no pagamento de dívidas e exigência de taxas maiores para financiar o déficit público.

Ponto 3: comportamento do investidor
Dois comportamentos importantes que o investidor deve adotar é analisar o momento econômico e financeiro do país através da balança de pagamentos e do controle interno de suas contas. Além disso, quando visualizar que a compra do ativo não foi acertada, deve imediatamente vendê-lo.

Deixo um abraço para todos e até o próximo post, onde vamos falar sobre a análise fundamentalista e análise técnica.







 

sábado, 18 de junho de 2011

Lições de Warren Buffet

Vou tentar resumir aquelas que eu considero as principais lições do megainvestidor Buffet:

  1. As pessoas deixam de pedir um preço alto por um negócio, por achar que será visto como mesquinho e ganancioso. Peça e talvez receba.
  2.  É mais fácil evitar problemas que se livrar deles.
  3. Quando for comprar uma ação, analise o valor da empresa faz sentido. Não se limite apenas em analisar o valor da ação, mas da empresa como um todo.
  4. Warren procura uma empresa boa que esteja sendo vendido por preços razoáveis. Uma empresa ruim, mesmo que vendida por pechincha é evitada.
  5. As melhores empresas são aquelas que não precisam de muito dinheiro para investimentos.
  6. Para ser um bom investidor, você deve ser um bom homem de negócios e saber distinguir uma empresa boa de uma empresa ruim.
  7. O comportamento simples é mais eficaz, portanto, análises complexas não são sinônimo de resultados positivos.
  8. A diversificação em excesso é uma proteção contra a ignorância.
  9. Você só precisa de poucos acertos (golfe – o mercado de ações é um jogo de paciência, não é preciso dar tacadas o tempo todo).
  10. Se você acha que investiu errado, a pior decisão é continuar com o investimento.





    sexta-feira, 17 de junho de 2011

    Finanças Comportamentais II

    Continuando o artigo anterior sobre finanças comportamentais, iremos discutir sobre outros fatores que influenciam os investidores na sua tomada de decisão e podem levá-lo a tomar um posicionamento que não é a opção mais rentável.

    O quarto fator a ser estudado é o viés da auto-atribuição que leva o indivíduo a se gabar de decisões que resultaram em sucesso e atribuir a fatores externos seus resultados negativos. Além disso, quando a carteira registra ganhos, a tendência é transacionar mais no período subseqüente revelando um excesso de confiança, que leva o indivíduo a acreditar que pode prever o movimento dos mercados.

    O chamado timing de mercado já foi comprovado através de estudos que é estatisticamente improvável, eliminando qualquer possibilidade de sucesso no investidor baseado em acertar o melhor momento de entrar no mercado.

     O excesso de confiança é talvez o viés de comportamento que possui maior número de estudos confirmando a sua existência.

    Outro desdobramento do excesso de confiança é que o indivíduo que sofre do excesso de confiança tem o pior desempenho de sua carteira quando comparada a investidores com menor grau de confiança. O resultado positivo de suas aplicações leva o investidor com excesso de confiança a transacionar mais e conseqüentemente, as suas perdas aumentam e também a manter em carteira os ativos perdedores pela dificuldade em admitir que tomou uma decisão errada.

    O quinto fator é a relação entre a informação e o sucesso na tomada de decisão. Estudos apontam que decisões acertadas são tomadas com base em um número limitado de informações, porém informações significativas e relevantes. O pesquisador Oskamp, da Universidade de Stanford, conduziu um estudo revelador que apontou que o excesso de informações altera muito pouco a qualidade da decisão e a possibilidade de realizar um julgamento certo.

    No mundo informatizado que vivemos este viés talvez seja o mais significativo, pois, atualmente o investidor é submetido a uma enorme gama de informações, muitas delas irrelevantes que só congestionam o sistema mental.

    O analista de mercado Hugo Penteado disse: “O mercado é minimalista. Foca a atenção em um punhado de temas. A evolução desses quatro ou cinco fatores determina 90% do movimento dos principais ativos.”

    É importante saber coletar as informações relevantes. Penteado demonstrou que em 2008, ocorreram movimentos significativos de mercado ao redor de três temas: Recessão nos EUA, inflação no Brasil e o preço das commodities no mercado internacional. O investidor que concentrou sua atenção nessas informações, e tomou suas decisões balizadas nelas obteve maior sucesso.

    O sexto fator é a ancoragem que é a tendência do investidor focar a atenção em um número (informação recente) e tomar como referencia para as suas decisões. O preço que pagamos por uma ação hoje será usado como âncora para analisarmos se o valor foi alto ou baixo. Esse viés justifica a análise técnica em operações de curto prazo. Somos influenciados pelos preços praticados no mercado,sejam eles justos ou não, e a partir da referência criada fazemos as ajustagens para acharmos o nosso preço justo.

    Com esse segundo post, encerramos o assunto Finanças Comportamentais. Lembro ao querido leitor que o assunto é vasto e existem outros viés que também podem prejudicar a tomada de decisão do investidor. Recomendo o excelente livro de Aquiles Mosca, de fácil entendimento e bastante completo. Até a próxima.




    domingo, 12 de junho de 2011

    Finanças Comportamentais I

    Finanças Comportamentais

    A fragilidade da hipótese dos mercados racionais é comprovada com várias estatísticas do mundo real – 90% dos investidores que começam a operar na bolsa de valores não obtêm o sucesso esperado e retornam para a renda fixa.
    Então, a teoria que levanta a hipótese de um mercado racional onde seus agentes tomam sempre a melhor decisão baseado em informações disponíveis pode e deve ser discutida.
    As Finanças Comportamentais vão buscar no processo evolutivo humano a resposta a tomada de decisão irracional dos agentes de mercado, já que a informação e os modelos econômicos estão ao alcance de todos os investidores.
    Essa suposta eficiência dos mercados encontra seu ponto fraco em tendências comportamentais inatas e na sua maioria inconscientes relacionadas ao próprio processo evolutivo do ser humano.
    O processo de tomada de decisão passa por três fases: Percepção, Avaliação e Decisão. A teoria comportamental sustenta que as duas primeiras fases são fortemente influenciadas por fatores emocionais relacionados ao processo evolutivo humano e em sua grande parte, inatos e inconscientes que levam o investidor a tomar decisões fora do campo da racionalidade da teoria econômica.
    Pesquisa realizada na Universidade de Cambridge revelou que os três principais medos das pessoas, em escala mensurada de 0 a 100, são: medo de falar em público (80%), medo de não ter recursos financeiros suficientes para o sustento (69 %) e medo da morte (65%). O resultado do estudo revela que o medo quanto ao futuro financeiro é maior que o medo de morrer, o que leva o investidor a ter aversão a perder dinheiro.

    A primeira tendência comportamental que tem influência no processo decisório de investimentos é a Representatividade. E o que vem a ser representatividade? Informações recebidas no presente ou em um passado recente têm grande influência em nossa capacidade de julgamento.
    Uma das ferramentas de controle de risco é a diversificação e balanceamento da carteira. O investidor coloca porcentagens fixas em aplicações de renda variável e renda fixa. Por exemplo, após a análise de meu perfil e meus objetivos, resolvo colocar 30% em renda variável (Bolsa de Valores) e 70% dos meus investimentos em renda fixa. Ao ler nos jornais que a Bolsa de Valores está se valorizando e se realmente acontecer o aumento do valor das ações, a porcentagem em renda variável aumentará em minha carteira. Entretanto, influenciado pela ganância e pela informação recente de alta dos mercados, a pessoa não realiza o rebalanceamento da carteira, o que possibilitaria vender as suas ações na alta e, em um movimento inverso, comprar as ações na baixa – procedimento tão básico, mas tão difícil de ser executado devido a influência fator da Representatividade na tomada de decisão.

    O segundo fator a ser estudado é o que a teoria comportamental das finanças convencionou chamar de Saliência. O que vem a ser saliência?
    Saliência diz respeito a fatos raros que saltam aos olhos do observador devido a grande exposição na mídia e se não tivessem recebido esse tratamento dos jornais provavelmente não deveriam ter importância no processo decisório devido a pouca aderência que deveria ter na fase de julgamento. Ocorre porque as pessoas dão maior importância a histórias do que a estatísticas.
    Exemplo típico são os acidentes aéreos que são amplamente repercutidos na mídia e que, após a sua ocorrência, verifica-se um aumento significativo no cancelamento das passagens aéreas. Recorrendo a estatística, verificamos que existe uma probabilidade de 0,0000028% de um segundo avião da mesma empresa cair, portanto, a decisão de cancelamento da passagem aérea não é um comportamento racional.
    O fator da saliência está fortemente relacionado ao contágio, que pode ser explicado no exemplo anterior, quando as pessoas cancelam também as passagens de outras companhias aéreas.

    O terceiro fator a ser discutido é o movimento de Manada, que se justifica no comportamento inato de tomar a decisão mais fácil que neste caso é seguir o grupo, além claro da tendência comportamental de seguir as decisões do grupo.

    Vamos estudar as bolhas de mercado à luz dos fatores até agora discutidos.
    O primeiro fator age nas bolhas de mercado quando o investidor verifica que as ações estão subindo, então, ele extrapola para o futuro que as ações continuarão a subir. Quando a mídia começa a noticiar os grandes ganhos com o mercado ocorre o segundo fator comportamental (Saliência), onde o relato de pessoas que estão ficando ricas com o mercado tem maior influência do que os fatores estatísticos (aumento dos ativos que não se sustentam em fundamentos econômicos). Ninguém quer ficar de fora, então começam a comprar motivadas pela força do grupo (Efeito de Manada).
    Importante ressaltar que o maior combustível para o efeito de manada é o medo de ficar pobre enquanto membros de sua comunidade estão enriquecendo.
    Encerramos por aqui esse artigo, importante salientar que todas as informações foram retiradas do excelente livro de Aquiles Mosca, Finanças Comportamentais.


    quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

    Montando a Carteira II

    Continuando a postagem anterior, vamos justificar os demais ativos da carteira:

    EZTC3 - é uma das melhores construtoras da BOVESPA, com excelente governança. Ë a mellhor margem líquida dentre todas as construtoras e possui uma pequena dívida, o que o torna um ativo seguro mesmo na falta de crédito. Ë um ativo para adquirir e dormir tranquilo.

    FRIO3 - excelente ativo com perspectivas de recuperação. Possui uma dívida elevada, entretanto, a possibilidade de melhorar o perfil da dívida é elevado, tornando uma boa escolha.

    CNFB4 - excelente ativo que poderá ter excelentes rendimentos com o Pré-Sal.

    Os fundos Imobiliários:

    KNRI11 - fundo do Banco Itáu que é proprietário de dois imóveis no Rio de Janeiro locados para a Caixa Economica e Banco do Brasil. Devido a escassez de imóveis comerciais na cidade maravilhosa é uma boa escolha. Deverá dar um rendimento de 0,75% ao mês corrigidos pelo IGPM.

    FMOF11 - apesar da administração duvidosa, a escolha foi realizada devido ao elevado potencial de valorização quando a Coinvalores conseguir alocar os oito andares. Tem um potencial de valorização de 30% no caso de ocupação total do imóvel.

    NSLU11B - é um prédio locado ao Hospital Nossa Senhora de Lourdes. É um relógio pagando aproximadamente 0,77% de rendimentos ao mês, mas que deve ter um reajuste em abril elevando este patamar para aproximadamente 0,80%.

    HGBS11 - fundo que possui participação em cinco shopings centers. Possui participação no Shopping Via Parque localizado na Barra da Tijuca que tem um elevado potencial de valorização. Acredito em um rendimento de aproximadamente 0,75%  ao mês.

    O CDB iremos corrigi-lo pela taxa de 100% do CDI descontado o imposto de renda, já que tem bancos oferecendo até 103% de taxa. Como um valor é abaixo de 60 mil reais, temos o FGC que é um fundo criado pelos bancos brasileiros que garantem no CDB até 60 mil reais no caso de insolvência da instituição.

    Tem que jogar duro com os gerentes caso contrário, ele paga a menor taxa possível.O Banco BVA oferece as seguintes taxas:

    Letra de crédito Agronegócio e  Letra de crédito Imobiliário, onde não existe incidência de Imposto de renda na pessoa física se resgatado no vencimento da aplicação. Tem uma carência de 60 dias.
    LCA 24/10/2011 103%cdi
    LCI 16/11/2012 104,5%
    CDB Certificado Depósito Bancário: 
    30dias 103%cdi
    90 dias 105%
    180 dias 107%
    360 dias 108%
    720 dias 110%
    Uma boa noite a todos e até a próxima.

    quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

    Montando a Carteira

    Hoje iniciaremos a composicao da carteira e durante o ano iremos fazer o balanceamento dos recursos de acordo com a nossa estratégia. Como esclarecimento, informo aos meus queridos leitores que os ativos listados e a carteira de investimento não representa qualquer indicação de compra ou venda. A decisão de investimento é pessoal, sendo o investidor o único responsável pela decisão que tomar.

    1. O capital inicial será de R$ 100.000,00
    2. Iremos dividir nossa carteira em Renda Fixa e Renda Variável
    3. Em renda fixa colocaremos nossos recursos em Fundos de Investimentos , CDB, Fundos Imobiliários e Títulos do Tesouro Direto.
    4. Em renda variável colocaremos nossos recursos em ações.

    Vamos montar uma carteira de perfil moderada com 30% em ações e 70% em renda fixa.
    Na parte variável de nossa carteira vamos distribuir da seguinte forma:
    15% em 3 ações de valor e 15% em 3 ações que proporcionem bons dividendos

    Na parte de renda fixa vamos distribuir da seguinte forma:
    20% em CDB
    50% Fundos Imobiliários.

    Já temos a composição de nossa carteira virtual que é resumida no quadro abaixo:

    3 ativos com 15% do total (Ações Dividendos)
    3 ativos com 15% do total (Ações de Valor)
    20% em CDB
    50% Fundos Imobiliários

    Continuando a montagem da carteira, vamos raciocinar que efetuamos nossas compras na semana de 17 de  janeiro a 21 de janeiro de 2011.


    PorcPreço QTEData Total Cotacao     Resultado    DividendoRetorno 
    Carteira Div9,93%R$ 9.930,00 R$ 10.053,00 DividendosTotal
    ETER33,33%R$ 11,1030019/01/11R$ 3.330,00R$ 11,35R$ 3.405,00 R$ 3.405,00 2,25%
    GETI34,10%R$ 20,5020018/01/11R$ 4.100,00R$ 20,80R$ 4.160,00 R$ 4.160,00 1,46%
    CIEL32,50%R$ 12,5020021/01/11R$ 2.500,00R$ 12,44R$ 2.488,00 R$ 2.488,00 -0,48%
    Carteira Valor10,87%R$ 10.872,00 R$ 11.032,00 Dividendos#REF!
    EZTC35,89%R$ 14,7340011/01/11R$ 5.892,00R$ 15,01R$ 6.004,00 R$ 6.004,00 1,90%
    FRIO32,58%R$ 12,9020018/09/08R$ 2.580,00R$ 13,10R$ 2.620,00 R$ 2.620,00 1,55%
    CNFB42,40%R$ 6,0040028/12/09R$ 2.400,00R$ 6,02R$ 2.408,00 R$ 2.408,00 0,33%
    FII41,93%R$ 41.925,00 R$ 42.090,00 Dividendos
    KNRI119,75%R$ 975,001021/01/11R$ 9.750,00R$ 980,00R$ 9.800,00 R$ 9.800,00 0,51%
    FMOF11B - E11,30%R$ 113,0010021/01/11R$ 11.300,00R$ 113,00R$ 11.300,00 R$ 11.300,00 0,00%
    NSLU11B - H10,20%R$ 204,005020/04/10R$ 10.200,00R$ 207,00R$ 10.350,00 R$ 10.350,00 1,47%
    HGBS11 - S10,68%R$ 1.525,00719/01/11R$ 10.675,00R$ 1.520,00R$ 10.640,00 R$ 10.640,00 -0,33%
    Renda Fixa37,27%R$ 37.273,00R$ 37.319,00
    CDB37,27%R$ 37.273,00R$ 37.273,00R$ 37.319,00
    TOTAL100,00%R$ 100.000,00R$ 100.494,00R$ 0,00R$ 100.494,000,49%

    Verificamos que a carteira ainda não está com os parâmetros definidos no nosso planejamento. A aplicação em CDB está com 37,27%, portanto, nas próximas semanas vamos balancear nossos investimentos para atingirmos o nosso plano. Entretanto, o plano é apenas um norte para a montagem. Devido ao momento podemos adiar ou até modificar os parâmetros iniciais.

    Na Carteira de Dividendos escolhemos:

    ETER3 - A Eternit é uma excelente empresa, com excelente governança. O maior risco é o problema do amianto que está nos tribunais, mas nós acreditamos que existe grande possibilidade da empresa ganhar o pleito. Dividendos de aproximadamente 10% para 2011.

    GETI3 - Excelente empresa, com boa distribuição de dividendos. Outro ponto favorável é por ser uma geradora. Gosto muito da Eletropaulo, entretanto, a revisão tarifária é um risco grande pois o governo pode querer fazer política com as tarifas diminuindo bastante a lucratividade da empresa. Esperamos que o novo governo não se esqueça que a iniciativa privada é importante para as demandas do setor elétrico e que as empresas privadas vivem do lucro! Não somos a Venezuela. Dividendos de aproximadamente 10% para 2011.

    CIEL3 - Outra excelente empresa que passa por um momento difícil no mercado devido a provável perda de margens com o aumento da concorrência. Acreditamos que o mercado exagerou na queda do ativo e que ela promete cerca de 9% de dividendos para 2011.

    A razão da escolha das demais empresas e dos fundos imobiliários fica para a próxima postagem.
    Um abraço a todos e bom fim de semana.

    domingo, 19 de dezembro de 2010

    Carteira de investimentos

    Um primeiro passo para iniciarmos nos investimentos é dividir a carteira de ativos de acordo com o nosso perfil, nossa idade, cenários futuros e a aversão ao risco.
    A minha carteira está dividida da seguinte forma:
    1. Fundos Imobiliários
    2. Carteira de Dividendos
    3. Carteira Valor
    4. TD / Fundos de Renda Fixa

    Para um cenário otimista / pessimista a divisão ficaria assim respectivamente:
    1. FII - 50% / 65%
    2. Carteira Div - 25% / 20%
    3. Carteira Valor - 20% / 5%
    4. TD / Fundos - 5% /  10%

    Como pode-se observar, as sugestões são bastante conservadoras. A aplicação em fundos imobiliários protege a carteira contra uma grande queda na Bolsa de Valores e também contra a inflação já que os contratos são, na sua grande maioria, reajustados de acordo com o IGPM.
    Esses cenários são para o momento atual em que a BOVESPA está bem próxima do seu preço justo. No caso de uma crise, em que as ações têm uma queda acentuada o investidor deve estudar a possibilidade de vender as cotas de FII e comprar aquelas ações que estarão muito subvalorizadas.
    Nas próximas postagens, pretendo falar sobre algumas sugestões para os quatro tópicos montando uma carteira e iniciando o acompanhamento da rentabilidade.
    Desejo a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

    domingo, 12 de dezembro de 2010

    Início

    Esta é a primeira postagem do blog, o seu nascimento.
    Em 2007, iniciei meus investimentos no mercado financeiro achando que tinha descoberto a mina de ouro. Como é do conhecimento de todos, no ano de 2008 aconteceu a crise do subprime que arrastou todos os mercados para o fundo do poço - eu, por inércia e inexperiência fui parar nos 30.000 pontos da BOVESPA acumulando uma perda de quase 40% na minha carteira. Nesses três anos que se passaram procurei adquirir conhecimentos para que os investimentos fossem realizados com mais sabedoria e fundamentos. No blog, vou procurar compartilhar a experiência adquirida, além de sugerir atenção em alguns ativos. Atualmente, minha carteira de investimentos está concentrada em Fundos Imobiliários com 65%, ações de dividendos com 25% e ações de valor com 5%. O restante está aplicado em títulos do Tesouro Federal.
    Na próxima postagem vou escrever um pouco sobre alguns tipos de investimentos que servem para diversificar e diminuir o risco da carteira. Um abraço a todos e até a próxima.